Vou fingir que já é carnaval
e tudo será festa e alegria.
Eu não preciso procurar emprego,
eu só tenho que vestir a fantasia.
Vou fingir que já é carnaval e ir pra guerra,
ter flertes de verão.
Dançar colado com quem nunca vi,
beijar o namorado de alguém
sem ter culpa e rodopiar de vestidinho
no meio da multidão.
Beber mais do que posso e devo, a cerveja de alguém.
E ter prazer, sentir a música e acreditar que eu mereço
tudo isso só porque é carnaval.
Sem ter hora pra voltar, sem ter tempo pra acabar
me perder nessa ilusão.
Mentiras sinceras ainda me interessam.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Sonhos tristes
Os quilômetros de distância fazem diferença.
Não há mais urgência no amor. Não há gravidade, pode ser para depois.
E os espaços vão se transformando em páginas passadas batidas, em branco.
Eu sambo e canto para espantar a tristeza, mas no meu coração no hay banda!
Eu digo Olá estranho toda hora e para você no máximo um boa noite.
Não há mais urgência no amor. Não há gravidade, pode ser para depois.
E os espaços vão se transformando em páginas passadas batidas, em branco.
Eu sambo e canto para espantar a tristeza, mas no meu coração no hay banda!
Eu digo Olá estranho toda hora e para você no máximo um boa noite.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Continuo em frente
Num segundo o mundo parece que está girando e a felicidade parece uma perspectiva.
Eu sonho coisas grandes para mim.
Não importa que as músicas sejam as mesmas, na ambigüidade de um verso eu vi esperança.
Não importa que ele não ligou, ainda pensa em mim eu sei. E agora o mundo todo é um tabuleiro onde eu posso ganhar.
Antes os risos de louco e as estrelas da madrugada eram para não pensar, agora podem voltar a ser para celebrar.
E tudo isso num dia cinza cinza quebrou todos os paradigmas. Não houveram rosas nem elogios, mas dessa vez não estou voltando ao jardim. Dessa vez eu tenho certeza que posso sorrir.
Eu sonho coisas grandes para mim.
Não importa que as músicas sejam as mesmas, na ambigüidade de um verso eu vi esperança.
Não importa que ele não ligou, ainda pensa em mim eu sei. E agora o mundo todo é um tabuleiro onde eu posso ganhar.
Antes os risos de louco e as estrelas da madrugada eram para não pensar, agora podem voltar a ser para celebrar.
E tudo isso num dia cinza cinza quebrou todos os paradigmas. Não houveram rosas nem elogios, mas dessa vez não estou voltando ao jardim. Dessa vez eu tenho certeza que posso sorrir.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Samba no escuro
Eu desabotoo a gola da camisa, como quem destampa a garganta, mas eu não grito.
Estou parada ainda esperando os carros passarem. Desde que decidi não atravessar.
A minha mãe não teve tempo para essas filosofias.
Sempre achei que eu fosse o meio termo. Eu não me destempero, minto bem. Há sempre um meio sorriso para tudo. Coleciono-os. E é sempre o que esperam de mim. Sim eu aceito. Não tem problema pode ser assim. Só uma garota com pouca maquiagem com a bolsa a tira colo. Nem puta nem freira. Só isso. Trevisan não me descreveria num conto.
Não aposto todas as fichas em nada, para não correr o risco de me perder.
Mas hoje eu descobri que pra mim só vale o tudo ou nada. Ou sou feliz ou não. Ou eu dou certo ou eu fracasso. O meio termo vai me matar, o fracasso não. Sou tão boa que aceito meu fardo. Quem outro faria?
Quero mais sem saber o quê. Enquanto os cupins roem eu varro a poeira.
Estou parada ainda esperando os carros passarem. Desde que decidi não atravessar.
A minha mãe não teve tempo para essas filosofias.
Sempre achei que eu fosse o meio termo. Eu não me destempero, minto bem. Há sempre um meio sorriso para tudo. Coleciono-os. E é sempre o que esperam de mim. Sim eu aceito. Não tem problema pode ser assim. Só uma garota com pouca maquiagem com a bolsa a tira colo. Nem puta nem freira. Só isso. Trevisan não me descreveria num conto.
Não aposto todas as fichas em nada, para não correr o risco de me perder.
Mas hoje eu descobri que pra mim só vale o tudo ou nada. Ou sou feliz ou não. Ou eu dou certo ou eu fracasso. O meio termo vai me matar, o fracasso não. Sou tão boa que aceito meu fardo. Quem outro faria?
Quero mais sem saber o quê. Enquanto os cupins roem eu varro a poeira.
domingo, 2 de novembro de 2008
About me
Às vezes eu fico entalada e o grito não sai.
De vez eu qdo eu peço conselhos à Clarice e ela não me diz nada novo.
E eu sinto assim com as mesmas idéias velhas que conheço desde sempre mas são as únicas que me parecem ter lógica.
De repente a lógica some e sou só eu e minhas velhas canções adolescentes.
E mesmo assim ninguém me conhece e parece que vai ser assim para sempre.
E eu não admito querer que o tempo volte, eu só sei esperar o vem adiante.
Não importa o qto eu doa, essas pedras são só minhas.
E reclamo da sorte. Mas na mesma hora eu já sei q isso não é verdade.
Eu sou pessoa de sorte, e até mesmo esse domingo a noite interminável foi coisa que eu mesma escolhi para mim.
Venha a segunda que eu estou preparada. Logo logo será sexta e estarei entre os meus.
De vez eu qdo eu peço conselhos à Clarice e ela não me diz nada novo.
E eu sinto assim com as mesmas idéias velhas que conheço desde sempre mas são as únicas que me parecem ter lógica.
De repente a lógica some e sou só eu e minhas velhas canções adolescentes.
E mesmo assim ninguém me conhece e parece que vai ser assim para sempre.
E eu não admito querer que o tempo volte, eu só sei esperar o vem adiante.
Não importa o qto eu doa, essas pedras são só minhas.
E reclamo da sorte. Mas na mesma hora eu já sei q isso não é verdade.
Eu sou pessoa de sorte, e até mesmo esse domingo a noite interminável foi coisa que eu mesma escolhi para mim.
Venha a segunda que eu estou preparada. Logo logo será sexta e estarei entre os meus.
Assinar:
Postagens (Atom)